Nossa

história

Chegamos ao sudoeste do Parque Indígena Xingu, Mato Grosso, acompanhando o rio Batovi, Roro Walu (rio Jatobá) e Rapyo Akpo (rio Ronuro). Entre guerras e epidemia, fomos dizimados, metade da nossa população; e expulsos.

Em 1964 tivemos o primeiro contato pacífico com o homem branco, quando os irmãos Orlando e Cláudio Villas-Bôas vieram até nós oferecendo facões, machados, panelas de alumínio.

A partir daquele momento nossa vida mudou muito porque tivemos que nos adaptar a um modo de vida bastante diferente do nosso.

Nosso mestre Melobo foi um personagem importante nesse contato, queremos contar a história dos brancos pelos indígenas.

Quem somos nós

Cacique Melobo Txicão

É um dos 56 indivíduos sobreviventes retirados de nossa terra natal/originária, e inseridos no Parque Nacional do Xingu.

 

Durante o contato, Melobo fez amizade com os irmãos Villas Boas, e foi escolhido para ser representante do povo Ikpeng.

 

Representante político, responsável pelos direcionamentos com a Funai, com instituições nacionais e estrangeiras, em reuniões das lideranças indígenas no Xingú e Brasil.

Quem somos nós

Pajé Oiope Txicão?

É o pajé responsável da aldeia, é o sacerdote da tribo, conhece os rituais e se conecta com os deuses. 

Curandeiro, usa a sabedoria da natureza para curar doenças e afastá-las. Oiope é historiador, cantor, curandeiro e raizeiro. 

Quem somos nós

Cacique kampot ikpeng

É Tataraneto da linhagem ancestral ikpeng de caciques.

Nasceu Cacique da aldeia Moygu. Historiador, cantor, músico.

Compartilha a gestão da aldeia, é o cacique responsável pela organização social coletiva da aldeia, responsável pelas cerimonias, rituais, festas, roça, pesca, caça, crianças e suas brincadeiras.

Quem somos nós

Kampot Ikpeng e Oiope Txicão

São representantes importantes na história moderna Ikpeng, e colaboram com Mestre Melobo nas mais importantes decisões da aldeia Moygu.

Nossos produtos

Artesanatos

cada peça é única

Nosso

projeto

Esse projeto é importante para as quase quinhentas pessoas que compõem nossa comunidade, a possibilidade de registrar – nossas histórias pelos anciões – o começo de tudo, dos seres, das plantas e das coisas, nossa origem e ancestrais.

 

Com eles, aprendemos como fazer as festas, o jeito certo de fazer a roça, de caçar, de pescar, de cozinhar e de tudo que faz parte da vida na nossa sociedade. São transmitidos oralmente dos mais velhos aos mais jovens, de geração em geração.

 

Tem algumas pessoas que aprendem mais e se tornam grandes narradores. O narrador tem seu jeito próprio de contar, mesmo que a história seja a mesma, tem várias versões. Além da forma tradicional de transmitir esses conhecimentos, hoje existem novos meios de contar as histórias, pelos filmes, livros e fotografias.

 

Embora ainda tem gente que pense que vamos deixar de ser indígenas quando acessamos a tecnologia, na verdade fortalece nossa cultura, ampliar as possibilidades de transmitir e guardar nossas histórias quando os antigos se forem.

 

Vital para a manutenção da cultura o registro videográfico do mestre Melobo, Oiope e Kamot, suas experiências e vivências xinguanas.

Nossos

Contatos

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